segunda-feira, 28 de maio de 2012
domingo, 18 de setembro de 2011
A Formação de Docentes para a Educação à Distância: desafios em tempos de globalização
AFORMAÇÃO DE DOCENTES PARA A EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA: DESAFIOS EM TEMPOS DE GLOBALIZAÇÃO
RESUMO
Palavras- Chave: Docência. Ensino. Superior. Distância.
O advento do processo de globalização vêm mudando, significativamente as formas de atendimento e a gestão dos diferentes processos desenvolvidos nas organizações. O cidadão do século XXI demanda por direitos humanos, qualidade de vida e atendimentos humanizados.
BELLONI, M.L. Educação a Distância, Campinas: Autores Associados, 2003.
BELLONI, M. L. Por que integrar as tecnologias de informação e comunicação à escola? In: XVIII Simpósio de Estudos e Pesquisas da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, 2009, Goiânia. Anais... Goiânia: Editora UFG, 2009, no prelo.
BRASIL.Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394. Brasília: Diário Oficial da União, 20 de dezembro de 1996.
CUNHA, Maria Isabel da. (org.) Formatos avaliativos e concepção de docência.
Campinas, SP: Autores Associados, 2005.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GADOTTI, Moacir. Educação e poder: introdução à pedagogia do conflito. 14. ed.
São Paulo: Cortez, 2005.
KENSKI, V. M. Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância. Campinas: Papirus, 2003.
KENSKI, V. M. Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância. 4ª ed. Campinas: Papirus, 2006.
LIBÂNEO, J. C.; PIMENTA, S. G. Formação dos profissionais da Educação – visão crítica e perspectivas de mudança. In: Educação e Sociedade. Campinas. V. 20, n. 68, 1999.
MAGGIO, M. O Tutor na educação a Distancia. In: Litwin, E. (org) Educação a Distancia. Porto Alegre: Artmed, 2001.
MERCADO, L. P. L. Formação continuada de professores e novas tecnologias. Maceió. Maceió: Edufal, 1999.
MORAN, J. M. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias audiovisuais e telemáticas. In: MORAN, J. M, MASETTO, M. T. & BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Papirus Editora. 2000.
MORAES, M. C.O paradigma educacional emergente. Campinas, SP: Papirus, 1997
OLIVEIRA, D.A. “Política Educacional nos Anos 1990: Educação Básica e Empregabilidade”,in: DOURADO, L.F. e PARO, V.H. (org.). Políticas Públicas e Educação Básica, São Paulo: Xamã, 2001
SACRISTÁN, José G. A educação que ainda é possível: ensaios sobre uma cultura para a educação; trad. Valério Campos.– Porto Alegre: Artmed, 2007.
TARDIF, M. Saberes Docentes e Formação Profissional. 8ª ed. Petrópolis: EditoraVozes, 2007.
VASCONCELOS, Maria Lucia M.C. Docência e autoridade no ensino superior: uma introdução ao debate. In: TEODORO, António; VASCONCELOS, Maria Lúcia (Orgs.).Ensinar e aprender no Ensino Superior: por uma epistemologia da curiosidade na formação universitária. São Paulo: Mackenzie, Cortez, 2003. p. 61-78.
Cláudia Francisca Honorato[1]
Este artigo apresenta “A Formação de Docentes para Educação `a Distância: desafios em tempos de globalização”como tema a ser pesquisado mediante as imposições do mundo globalizado. Sabe-se que, o profissional docente tem sua prática pedagógica completamente modificada considerando as inovações advindas das novas tecnologias do século XXI. Entretanto, faz-se necessário compreender a docência no Ensino Superior, com suas teorias e práticas aplicadas para o alcance do ensino e da aprendizagem. Entretanto, a docência alcança diferentes espaços formais e não-formais de ensino, e é imprescindível não deixar de lado a necessidade da adoção de novas posturas e foco sobre o processo da educação advindo dos tempos de globalização. Diante da Educação à Distância a formação dos docentes demanda em investimento de forma continuada. Todavia, o que se propõe é a compreensão da docência contextualizando as inovações impostas pela sociedade globalizada, sem deixar de ressaltar as limitações, dificuldades e desafios enfrentados pelo docente que ministra aulas à distância, ressaltando que o mesmos pode participar em tempo real das transformações que porventura venham ocorrer na prática pedagógica. Provavelmente, um dos maiores desafios dos dias atuais ainda seja a necessidade da constante aprendizagem, pois não basta apenas aprender é preciso saber aplicar o que aprendeu. Ao docente cabe então, a reflexão sobre sua convivência em uma sociedade globalizada aliando a tecnologia com a sua pedagogia numa proposta de construção de uma postura cidadã.
Palavras- Chave: Docência. Ensino. Superior. Distância.
Introdução
A educação a distância já ocupa um lugar de destaqueno Ensino Superior no Brasil. E, no momento o que tem incomodado é a necessidade da definição de estratégias onde os docentes participem de formações continuadas. Todavia, o que se propõe é a compreensão da docência contextualizando-a diante das inovações impostas pela sociedade globalizada, sem deixar de ressaltar as limitações, dificuldades e desafios enfrentadospelo docente que ministra aulas na modalidade à distância, ressaltando que os mesmos devem participar em tempo real das transformações que porventura venham ocorrer na prática pedagógica comumente aplicada.
Ensinar, em tempos de globalização não é tarefa fácil, nem simples, requer a compreensão do que foi feito no passado e com certeza do que pode ser feito nos dias atuais. Partindo desse princípio, a docência no Ensino Superior implica em ensinar a adultos objetivando convivência, sobrevivência, e consequentemente, educação para o trabalho. Já a modalidade de ensino denominada como EaD –Educação à Distância tornou-se uma realidade aplicada cada vez mais pelas instituições de ensino superior no Brasil.
De forma geral, a formação do docente da Educação à Distância traz como perspectiva o surgimento de um referencial ao processo de ensino-aprendizagem onde a aquisição de novos conhecimentos vem ocorrendo independente do espaço educativo, porém tem seu foco no nas exigências da sociedade globalizada contando com todo o seu aparato de recursos e avanços tecnológicos.
Nesse contexto, o tema: “A Formação de Docentes para Educação`a Distância: desafios em tempos de globalização” será apresentado destacando uma grande preocupação dos docentes envolvidos na prática pedagógica da modalidade de Educação à Distância pela busca do desenvolvimento pessoal e profissional, tendo em vista facilitar a preparação pedagógica para compreender os desafios dos dias atuais.
Entretanto, as sociedades anseiam por aprendizagem, por conhecimentos. O que tem gerado uma correria por parte do docente no sentido de aprender o que é necessário para ensinar. O mesmo têm estado ininterruptamente envolvidos nos processos que direcionam as práticas pedagógicas na qual está envolvido.
Todavia, o que se propõe neste artigo é compreender como a docência vem sendo desenvolvida no Ensino Superior na modalidade à Distância, contextualizando as inovações impostas pela sociedade globalizada.
A Formação de Docentes para a Educação à Distância: desafios em tempos de globalização
A formação de docentes para a Educação à Distânciatem sido um desafio em tempos de globalização. Referindo-se, especificamente, a docência é imprescindível não deixar de lado a necessidade da adoção de novas posturas e foco sobre o processo da educação advindo dos tempos modernos, da globalização, pois a forma de aquisição do ensino e da aprendizagem mudou e vai mudar muito mais.
[...] o (a) professor(a) não pode desvincular-se das características específicas de seu papel profissional: o de organizador do espaço sala de aula; o de conhecedor dos objetivos e dos conteúdos da disciplina, com a qual trabalha; o de responsável pelas técnicas mais adequadas para o correto desenvolvimento dos trabalhos didáticos; o de planejador das atividades discentes em sala de aula; o de avaliador continuado de todo esse processo; (VASCONCELOS, 2003, p.69).
A globalização, as novas tecnologias, a inclusão digital e o desenvolvimento sustentável cobram (...) questões de grande complexidade. Entre elas, competências, habilidades e liderança, utilizadas como base para uma gestão democrática, que vislumbra uma equipe coesa com objetivos comuns, “aprender a aprender”. Cabe a esse profissional buscar sua formação continuada, especializar-se na sua área de atuação, atualizar-se com as inovações tecnológicas e saber cuidar, cuidar de si e do outro, visualizando uma perspectiva planetária. ( COSTA, 2007)
Nesse contexto, cabe ao profissional docente investir em sua formação de forma continuada, sem parar, sem descansar e com bastante interesse eenvolvimento. Diante disso, planejar com clareza como desenvolverá com os seus alunos a teoria e prática dos conteúdos programados para cada área do conhecimento que compõe os cursos no qual está inserido.
O papel da educação é formar esse profissional e para isso, esta não se sustenta apenas na instrução que o professor passa ao aluno, mas na construção do conhecimento pelo aluno e no desenvolvimento de novas competências, como: capacidade de inovar, criar o novo a partir do conhecido, adaptabilidade ao novo, criatividade, autonomia, comunicação. (MERCADO, 1999, p.30).
A globalização, e todo o avanço tecnológico que a acompanha tem promovido e demandado por novos desafios. E, isto significa que a família, as instituições, os governos, os governantes, e todos os demais setores da sociedade estão à mercê do que vier, do que surgir como proposta a ser desenvolvida por intermédio dos recursos da tecnologia.
Na era da informação, a experiência educacional diversificada será a base fundamental para o sucesso epara isso, o que os estudantes necessitam não é dominar um conteúdo, mas dominar o processo de aprendizagem. Cada vez mais haverá necessidade de uma educação permanente, explorando todas as possibilidades oferecidas pela tecnologia. (MERCADO, 1999, p.33)
Por esse quadro, o fazer do docente deve ser direcionado a captar os desafios referentes a reflexão, a qualidade, a crítica e o desenvolvimento de habilidades que propiciem a descoberta de como aplicar a teoria em sua prática diária. Atualmente, ser docente é ser pró-ativo, estando atento as adversidades, mudanças e transformações decorrentes de processos globais e ou locais de disseminação das informações que geram conhecimentos. Com isso, “(...) ensinar inexiste sem aprender e vice-versa e foi aprendendo socialmente que, historicamente, mulheres e homens descobriram que era possível ensinar (...). Aprender precedeu ensinar ou, em outras palavras, ensinar diluía na experiência realmente fundante de aprender (...)”. (FREIRE, 1996, p.26)
Partindo desse pressuposto, na modalidade da Educação à Distância as limitações, dificuldades e desafios são impostos aos docentes todos os dias e tem oportunizado a muitos uma mudança de vida. E, esta modalidade de ensino tem crescido tanto que é extremamente bem aceita e devido aos avanços tecnológicos o que era por correspondência vem sendo efetivado pela internet, via satélite, via email, entre outros.
(…]a educação à distância, cujos principais programas desenvolvidos hoje no Brasil são de formação de professores, pode trazer uma grande contribuição para a revolução necessária nesta formação, pois certamente o professor que participou de um processo de aprendizagem autônomo e utilizou tecnologias para aprender estará melhor preparado para utilizá-las de modo competente e criativo com seus alunos. ( BELLONI, 2009, p. 14)
Historicamente, a EaD- Educação à Distância surgiu por volta de 1728 contando com as primeiras experiências, destaca-se aqui, um anuncio sobre material de ensino e tutoria feito pelo jornal da gazeta de Boston nos Estados Unidos da América com as primeiras experiências e isso permaneceuaté por volta de 1970 apenas via correspondências.
No século XX, as experiências avançaram e chegaram a países como Austrália, Nova Zelândia, Noruega e a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), França e após 1946 uma única Universidade que existia no sul do continente africano.
Na década de 1950, a Educação à Distância avançou por vários países do mundo. No Brasil, a sua trajetória foi determinante a partir de 1923com a fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, e em 1941 com a Fundação do Instituto Universal Brasileiro, em 1960 com existência da Comissão de Estudos e Planejamento da Rádiofusão Educativa. Já em 1972 foi marcada pela criação do Pronte l- Programa Nacional de Teleducação. Dois anos antes, em 1970, o Projeto Minerva (radioeducativo), o Telecurso de 2º Grau de uma parceira entre as TV´s Cultura e Rede Globo e também o Mobral – Movimento Brasileiro de Alfabetização.
E, nove anos depois, em 1981 a criação do Fundo de Financiamento da Televisão Educativa (Funtevê). Daí, por diante várias iniciativas foram surgindo, porém foi no início do século XXI que a Educação à Distância alcançou uma aceitação, aprovação e utilização bem expressiva.
É claro que, a LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96 por Darcy Ribeiro sancionada no final do século passado impulsionou, significativamente todos os níveis de ensino no Brasil, pois abriu os mercados, ampliou as visões e comportamento sobre a educação.
Apesar de haver muitos questionamentos sobre as necessidades de como é possível alcançar o êxito em relação a docência. Os docentes continuam buscando um sentido para a sua prática pedagógica,seja nas modalidades de ensino presencial ou a distância.
Sentido quer dizer caminho não percorrido, mas que se deseja percorrer, portanto, significa projeto, sonho, utopia. Aprender e ensinar com sentido é aprender e ensinar com um sonho na mente. A Pedagogia serve de guia para realizar esse sonho. (GADOTTI, 2005, p. 11)
O docente não representa um profissional que tem a sua profissão em extinção, pelo contrário está a cada vez mais vivo e deveadequar-se as exigências quanto as metodologias e recursos tecnológicos, e bem rápido para não ficar à margem das mudanças. Tem surgido muitos recursos novos e é possível fazer uso deles sabendo que todo o planejamento será aplicado numa prática que direciona a convivência no mundo globalizado.
De fato, educar tem uma finalidade, e desse impulso normativo é que se deriva a necessidade de controlar a ação educativa, observando o que conseguimos com o que fazemos, que conseqüências têm nossas ações sobre os seres sobre os quais influímos, que conhecimentos obtêm os educandos e quais os que não obtêm. (SACRISTÁN, 2007, p.118)
No Ensino Superior, todos adultos, buscam do docente informações/ conhecimentos a serem aplicados na sua formação profissional, pois a maioria está em fase produtiva, Cada aluno tem a sua própria demanda, sendo assim, docente tem por missão a busca e solução de problemas mediante as inquietações individuais. É um momento de duvidas, rupturas, descobertas, de constatações, e principalmente, de uma mudança radical mo comportamento. O que às vezes é dado como verdadeiro pode representar falso em um curto espaço de tempo. Esses alunos serão os produtores em potencial no futuro próximo. Daí, precisamexperimentar com o intuito de ousar e da mesma forma poder construir e reconstruir se for necessário.
Nas perspectivas pedagógicas mais atuais, alimentadas pelo produto de trabalhos de pesquisa no campo da didática, o docente cria propostas de atividades para reflexão, apóia sua resolução, sugere fontes de informação alternativas, oferece explicações, favorece os processos de compreensão; Isto é, guia, orienta e apóia, e nisso consiste o seu ensino”. (MAGGIO, 2001).
O docente que ministra nesta modalidade de nível de ensino deve aplicar uma práxis pedagógica que propicie dinamismo, agilidade, discussão, pesquisa, motivação, crítica, senso comum, supervisão e aprendizagem. Afinal, estamos numa era onde quem tem mais informação tem mais facilidade de conviver e manter-se em sociedade.
O professor é hoje posto em xeque principalmente pela sua condição de fragilidade em trabalhar com os desafios da época. Entre eles, talvez os mais significativos sejam: as novas tecnologias de informação, a transferência de funções da família para a escola e a lógica de produtividade e mercado que estão definindo os valores da política educacional e até da cultura ocidental contemporânea. (CUNHA, 2005, p.6)
Para atingir tais requisitos o docente precisa preparar-se continuadamente, num pensamento de que está sempre aprendendo, e que o conhecimento não é algo isolado e nem está acabado. Embora, seja essa uma prática ainda adotada por docentes do século XXI. Até então, sendo aceita por instituições tradicionais de Ensino Superior.
O desenvolvimento profissional envolve formação inicial e contínua articuladas a um processo de valorização identitária e profissional dos professores. Identidade que é epistemológica, ou seja, que reconhece a docência como um campo de conhecimentos específicos configurados em quatro grandes conjuntos a saber: conteúdos das diversas áreas do saber e do ensino, ou seja, das ciências humanas e naturais, da cultura e das artes; conteúdos didáticopedagógicos; conteúdos relacionados a saberes pedagógicos mais amplos e conteúdos ligados à explicitação do sentido da existência humana. (LIBÂNEO & PIMENTA, 1999, p 260
Para tanto, a globalização representa a grande demandante de reformas, de constante revisão, reconstrução e tem colocado o docente do Ensino Superior na condição de pesquisador, de também voltar a ser aluno de um determinado sistema de ensino, pois ele não cria mais sozinho e sim de forma compartilhada, almejando em equipe sucesso profissional e qualidade no trabalho prestado.
Os saberes de um professor são uma realidade social materializada através de uma formação, de programas, de práticas coletivas, de disciplinas escolares, de uma pedagogia institucionalizada e também os saberes dele. Que o saber docente se compõe, na verdade, de vários saberes provenientes de diferentes fontes. Esses saberes são os saberes disciplinares, curriculares, profissionais (incluindo os das ciências da educação e da pedagogia) e experienciais. Que embora os seus saberes ocupem uma posição estratégica entre os saberes sociais, o corpo docente é desvalorizado em relação aos saberes que possui e transmite.O status particular que os professores conferem aos saberes experienciais, já que, constituem, para eles, fundamentos da prática e da competência profissional. (TARDIF, 2007, p. 33)
Atualmente, o ato de ensinar está voltado para o seu objetivo maior que é a aprendizagem, mas também há outras respostas a serem dadas aos dirigentes das instituições de ensino. Como por exemplo: por intermédio da utilização de tecnologias o docente têm em mãos a responsabilidade de conduzir seus alunos a uma formação que resulte em competência e competitividade. Esse passou a ser um ótimo resultado a ser alcançado pelas instituições de ensino que disputam um lugar, uma posição de referência na sociedade, e consequentemente, no mercado de trabalho.
[...] um incansável pesquisador. Um profissional que se reinventa a cada dia, que aceita os desafios e a imprevisibilidade da época, para se aprimorar cada vez mais. Que procura conhecer-se para definir seus caminhos, a cada instante. Em um momento social em que não existem regras definidas de atuação, cabe ao professor o exame crítico de si mesmo, procurando orientar seus procedimentos de acordo com seus interesses e anseios de aperfeiçoamento e melhoria de desempenho. (KENSKI, 2006, p.90)
Sem dúvida, o docente do século XXI têm suas funções alteradas, pois passa a ser gestor de suas práticas pedagógicas. Tendo que preocupar-se com resultados urgentes de sua ação. E, antes ele era por formação e excelência professor de determinadas áreas do conhecimento.
Os novos ambientes de aprendizagem, ao utilizar o enfoque reflexivo na prática pedagógica, podem colaborar para o desenvolvimento de pensadores autônomos, de indivíduos que pensam por si mesmos, o que não significa qualquer tipo de individualismo acentuado, mas relações de cooperação, parceria e compartilhamento entre os diferentes aprendizes, ou seja, interações individuais num contexto de cooperação, de diálogo, mediante o desenvolvimento de operações de reciprocidade, complementaridade e correspondência, o que pode ser incentivado com vivências de trabalho em grupo na busca de soluções para os problemas propostos, que reconheçam a importância da experiência e do saber de cada membro do grupo na construção do saber coletivo. (MORAES, 1997, p. 223).
Especificamente, no ensino de conteúdos dos cursos da modalidade de Educação à Distância o docente é direcionado a uma postura bem despojada, onde têm o apoio de tutores, coordenadores e das ferramentas tecnológicas como (internet sendo a principal, seguida de emails, fóruns, aulas via satélite, entre outros) que ficam disponíveis em rede / “on-line” nas vinte e quatro horas do dia para que o aluno acesse, consulte, pesquise, estude e realmente aprenda.
A internet é uma mídia que facilita a motivação dos alunos pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa que oferece. Essa motivação aumenta se o professor cria um clima de confiança, de abertura, de cordialidade com os alunos. Mais que a tecnologia, o que facilita o processo ensino-aprendizagem é a capacidade de comunicação autêntica do professor de estabelecer relações de confiança com os seus alunos, pelo equilíbrio, pela competência e pela simpatia com que atua. (MORAN, 2000, p. 53).
Com isso, o docente passam a dividir a responsabilidade do ensino-aprendizagem com a equipe pedagógica, em descartar as contribuições ora vindas dos alunos, como um retorno de sua nova prática. Isso é bastante complexo, mas é possível e muitos docentes estão compreendendo que precisam reaprender a fazer o seu trabalho. Como consequência está deixando de ser o centro para o ser o meio nesse contexto. Não cabe indignação, ansiedade, ou a preocupação com a perda ou ganho de poder, pois o docente passou de centralizador a mediador do ensino e da aprendizagem, principalmente na modalidade de Educação à Distância.
Um admirável mundo novo emerge com a globalização e com a revolução tecnológica que a impulsiona rumo ao futuro virtuoso”. (...) A partir dessa premissa, organismos internacionais e governos fazem ecoar umamesma proposição: é preciso reformar de alto a baixo a educação, tornando- a mais flexível e capaz de aumentar a competitividade das nações,únicos meios de obter o passaporte para o seleto grupo de países capazes de uma integração competitiva no mundo globalizado.( BARRETO; LEHER, 2003, p. 39)
No Brasil, é notório que as inovações tecnológicas provocaram um impacto sem precedentes em nossa sociedade a partir do final do século passado. O que naquela época era subdesenvolvimento hoje pode ser chamado de desenvolvimento ou sociedade de informação, pois as transformações vem de todos os setores, confirmando a influência exercida pelo mundo globalizado e recebido e experimentado pelos brasileiros.
No decorrer dos anos 90 o debate sobre educação e desenvolvimento esteve pautado pela exigência de responder ao padrão de qualificação emergente no contexto de reestruturação produtiva e de globalização da economia, ocupando lugar de destaque nas políticas educacionais. As discussões que ocorreram explicitam a necessidade de serem pensadas alternativas para problemas estruturais da educação brasileira, passando pela reforma dos sistemas públicos de ensino. ( OLIVEIRA, 2001)
Daí por diante, a preocupação central estava em compreender e como lidar com os avanços tecnológicos que interferem de forma rígida nos diferentes processos e nas diferentes culturas e sistemas. Isso, indicava que todos precisavam a aprender novamente para conviver harmoniosamente em sociedade.
Provavelmente, um dos maiores desafios dos dias atuais ainda seja a necessidade da constante aprendizagem, pois não basta apenas aprender é preciso saber aplicar o que aprendeu. E, quem tem depara diretamente com tal situação são os docentes, destaca-se aqui os que ministram para alunos da modalidade de Educação à Distância. Trata-se, nesse contexto de ensinar para a aplicação dos conhecimentos mediante uma sociedade que demanda por rapidez, flexibilidade, concorrência e qualidade.
Dentro desta perspectiva, a formação do docente para a modalidade de Educação à Distância consiste em desafios, mas também em sobrevivência profissional e para a vida. Essas mudanças direcionam a um desdobramento, uma nova postura nessa formação indicando uma prática individual contendo disciplina na aplicação do que for aprendido.
A modalidade de Educação à Distância, permite ao docente escolher as tecnologias que farão parte de sua formação , uma vez que, traz em sua concepção o modelo fordista para dentro da organização do trabalho pedagógico conseqüentemente mais rapidamente incorporará ao processo educativo.
Entretanto, o docenteda Educação à Distância deve estar atento a sua formação no sentido de assumirem uma dinamicidade em um ritmo bastante acelerado, pois as informações chegam em grande quantidade. E, é preciso transformá-las em conhecimento.
Há muito a fazer neste campo de trabalho docente. Vale enfatizar que para uma mudança na cultura educativa, a ação do professor assim como as do aluno mudam radicalmente. Não se trata de um mecanismo técnico de consciência profissional do tipo “o professor entra por uma porta tradicional e sai por uma porta virtual. (HERRLEIN, 2004)
Na educação à distância as inovações tecnológicas não são novidades, pois dominam e indicam caminhos no campo da educação sem cessar e não há mais volta. Para tanto, o docente de qualquer área de ensino necessita de uma estratégia para manutenção de uma formação continuada, estando aptoa dominar os recursostecnológicos de computação. E, isso não acontece do dia para a noite, isto é, leva tempo e muita disciplina para alcançara todos os objetivos. Nesse contexto, fica mais fácil quando o docente compreende e aceita suas limitações, dificuldades e necessidade de manter-se atualizado.
O professor que deseja melhorar suas competências profissionais e metodologias de ensino, além da própria reflexão e atualização sobre o conteúdo da matéria ensinada, precisa estar em estado permanente de aprendizagem”.E isto deve ser o ponto de partida para a capacitação permanente dos professores. (KENSKI, 2003)
Formar um docente para a modalidade de Educação à Distância possibilita a transformação do conhecimento do mesmo através do seu empenho com tudo o que aprender. Esses processos de formação geralmente almejam melhores salários, e bons planos de carreira para o docente. Agora, o tempo necessário para a aquisição das novas habilidades e competências depende da busca de cada docente e sobretudo das oportunidades que ele tiver para aplicá-las no espaço educativo no qual estiver lotado.
ConsideraçõesFinais
As reflexões apontadas neste artigo salientam quanto a formação do docente para trabalhar na modalidade da educação ministrada á distância, onde faz-se necessário a efetivação de mudanças em relação a prática pedagógica no que tange a estrutura, aprendizagem e aplicação de novas tecnologias.
E, a partir desse contexto a docência na Educação à Distância vem sendo repensada, pois a sua demanda direciona e de forma bem dinâmica as concepções didático-pedagógicas. Daí, conteúdos ministrados de uma forma expositiva em épocas passadas, precisam receber umaoutra adequação nos dias atuais.
Agora, sabe-se com certeza que através dos recursos pedagógicos tradicionais leva muito tempo, assim a formação dos docentes do Ensino Superior não sairá do planejamento. Ou seja, compreender e adotar novas tecnologias é imprescindível e pode causar um efeito imediato quanto a aplicação da práxis pedagógica mais condizente aos anseios da sociedade globalizada.
Acredita-se que, dessa forma o docente será professor e aluno, simultaneamente, independente dolocal onde estiver, e isso é muito bom, uma vez que, experimentará uma prática em tempo real. Há muita complexidade em tudo isso, e embora os desafios não sejam poucos, dá para superá-los. Para a docência na Educação à Distância isto significa transformações na prática comumente aplicada e dá a garantia de credibilidade a essa modalidade de ensino.
Nesse sentido, cabe ressaltar que a educação à distância como possibilidade educativa para a contemporaneidade indicaque a educação acontece por intermédio do uso detecnologias. Com isso, para ministrar nessa modalidade torna-se imprescindível seguir o mesmo ritmo do surgimento de novas tecnologias, caso contrário o docente fica a margem dos acontecimentos. Assim, os programas de formação continuadado docente devem ocorrer também de forma permamente.
Ao docente cabe então, a reflexão sobre sua convivência em uma sociedade globalizada aliando a tecnologia com a sua pedagogia numa proposta de construção de uma postura cidadã.
Referências
BARRETO, R.G.; LEHER, R. Trabalho docente e as reformas neoliberais. In: OLIVEIRA, D.A. (Org.). Reformas educacionais na América Latina e os trabalhadores docentes. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. p. 39-60.BELLONI, M.L. Educação a Distância, Campinas: Autores Associados, 2003.
BELLONI, M. L. Por que integrar as tecnologias de informação e comunicação à escola? In: XVIII Simpósio de Estudos e Pesquisas da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, 2009, Goiânia. Anais... Goiânia: Editora UFG, 2009, no prelo.
BRASIL.Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394. Brasília: Diário Oficial da União, 20 de dezembro de 1996.
CUNHA, Maria Isabel da. (org.) Formatos avaliativos e concepção de docência.
Campinas, SP: Autores Associados, 2005.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GADOTTI, Moacir. Educação e poder: introdução à pedagogia do conflito. 14. ed.
São Paulo: Cortez, 2005.
KENSKI, V. M. Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância. Campinas: Papirus, 2003.
KENSKI, V. M. Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância. 4ª ed. Campinas: Papirus, 2006.
LIBÂNEO, J. C.; PIMENTA, S. G. Formação dos profissionais da Educação – visão crítica e perspectivas de mudança. In: Educação e Sociedade. Campinas. V. 20, n. 68, 1999.
MAGGIO, M. O Tutor na educação a Distancia. In: Litwin, E. (org) Educação a Distancia. Porto Alegre: Artmed, 2001.
MERCADO, L. P. L. Formação continuada de professores e novas tecnologias. Maceió. Maceió: Edufal, 1999.
MORAN, J. M. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias audiovisuais e telemáticas. In: MORAN, J. M, MASETTO, M. T. & BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Papirus Editora. 2000.
MORAES, M. C.O paradigma educacional emergente. Campinas, SP: Papirus, 1997
OLIVEIRA, D.A. “Política Educacional nos Anos 1990: Educação Básica e Empregabilidade”,in: DOURADO, L.F. e PARO, V.H. (org.). Políticas Públicas e Educação Básica, São Paulo: Xamã, 2001
SACRISTÁN, José G. A educação que ainda é possível: ensaios sobre uma cultura para a educação; trad. Valério Campos.– Porto Alegre: Artmed, 2007.
TARDIF, M. Saberes Docentes e Formação Profissional. 8ª ed. Petrópolis: EditoraVozes, 2007.
VASCONCELOS, Maria Lucia M.C. Docência e autoridade no ensino superior: uma introdução ao debate. In: TEODORO, António; VASCONCELOS, Maria Lúcia (Orgs.).Ensinar e aprender no Ensino Superior: por uma epistemologia da curiosidade na formação universitária. São Paulo: Mackenzie, Cortez, 2003. p. 61-78.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Gastronomia
A gastronomia é um ramo que abrange a culinária, as bebidas, os materiais usados na alimentação e, em geral, todos os aspectos culturais a ela associados. Um gastrônomo (gourmet, em francês) pode ser um(a) cozinheiro(a), mas pode igualmente ser uma pessoa que se preocupa com o refinamento da alimentação, incluindo não só a forma como os alimentos são preparados, mas também como são apresentados, por exemplo, o vestuário e a música Por essas razões, a gastronomia tem um foro mais alargado que a culinária, que se ocupa mais especificamente das técnicas de confecção dos alimentos. Um provador de vinhos é um gastrônomo especializado naquelas bebidas (e, muitas vezes, é também um gastrônomo no sentido mais amplo do termo).
O prazer proporcionado pela comida é um dos factores mais importantes da vida depois da alimentação de sobrevivência. A gastronomia nasceu desse prazer e constituiu-se como a arte de cozinhar e associar os alimentos para deles retirar o máximo benefício. Cultura muito antiga, a gastronomia esteve na origem de grandes transformações sociais e políticas. A alimentação passou por várias etapas ao longo do desenvolvimento humano, evoluindo do nômade caçador ao homem sedentário, quando este descobriu a importância da agricultura e da domesticação dos animais.
A fixação à terra trouxe uma maior abundância de comida, o que provocou um aumento demográfico que por sua vez levou a um esgotamento dos recursos e à consequente migração para novos locais a explorar. Houve apenas duas importantes excepções na história antiga: o Egipto e a Mesopotâmia, devido à fertilidade trazida pelas águas dos rios Nilo, Tigre e Eufrates que se mantiveram constantes ao longo dos anos.
A riqueza proporcionada pela abundância trouxe a curiosidade pela novidade e pelo exotismo. O homem teve então necessidade de complementar a sua dieta com alimentos que localmente não tinha, dando origem ao comércio levado a cabo por alguns homens que continuaram nómadas para que muitos outros se pudessem fixar à terra. O homem que viajava, o comerciante, não só levava aquilo que faltava como introduzia novos alimentos, criando necessidades imprescindíveis ao desenvolvimento do seu negócio. O transporte de alimentos provocou a necessidade de aditivos: por exemplo, o aroma da resina de alguns actuais vinhos gregos foi induzido pelo facto de se utilizar a resina em tempos remotos para tratar os odres de cabra que continham o vinho.
A humanidade cedo se apercebeu das virtudes da associação de certas plantas aromáticas aos alimentos para lhes exaltar o sabor, contribuir para a sua conservação e permitir uma melhor e mais saudável assimilação por parte do corpo. Muitas guerras se fizeram pela apropriação de recursos alimentares que de uma forma geral são escassos e que determinam o poder para quem domina a gestão desses recursos. A título de exemplo, a busca das especiarias foi um dos factores que contribuíram para a queda do Império Romano e quando a Europa parte para os Descobrimentos Marítimos tem como móbil o controlo da rota das especiarias que implicou a colonização e o esclavagismo renascentistas.
A arte do prazer da comida motivou génios como Leonardo da Vinci, inventor de vários acessórios de cozinha, como o célebre "Leonardo" para esmagar alho, regras de etiqueta à mesa, para além de novas receitas. Percursor da nouvelle cuisine, Da Vinci fundou com outro sócio o restaurante "A Marca das Três Rãs" em Florença. A gastronomia despertou curiosas sensibilidades em músicos como Rossini e em escritores portugueses e estrangeiros. Camilo Castelo Branco era avesso a descrições mas não resistiu a descrever um saboroso caldo verde, enquanto que Eça de Queirós tem inúmeras menções a restaurantes nas suas obras. O culto dos prazeres da mesa chegou ao ponto de fazer com que os aficcionados se juntassem em associações gastronómicas como a belga "Ordre des Agathopédes" em 1585, a francesa "Confrérie de la Jubilation" ou o português "Clube dos Makavenkos" em 1884, para além de exemplos mais recentes como o Slow Food, que em reacção ao Fast Food tem como símbolo um caracol.
O primeiro tratado sobre gastronomia foi escrito por Jean Anthelme Brillat-Savarin, um gastrônomo francês que, em 1825, publicou a “Fisiologia do Paladar”, cujo título completo em francês é Physiologie du Goût, ou Méditations de Gastronomie Transcendante; ouvrage théorique, historique et à l'ordre du jour, dédié aux Gastronomes parisiens, par un Professeur, membre de plusieurs sociétés littéraires et savantes. Por este título que, em português poderia ser traduzido como "Fisiologia do Paladar ou Meditações sobre a Gastronomia Transcendental, obra teórica, histórica e actual, dedicada aos Gastrônomos parisienses, por um Professor, membro de várias sociedades literárias e científicas", pode considerar-se a gastronomia como uma ciência ou uma arte.
No entanto, não se deve confundir esta ciência com a nutrição ou a dietética, que estudam os alimentos do ponto de vista da saúde e da medicina, uma vez que a gastronomia é estritamente relacionada ao aspecto comercial (no que diz respeito à preparação de comida em restaurantes) e cultural (no que diz respeito ao estudo desta ciência).
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Seminário “A Filosofia e o Autoconhecimento - Diálogos com Marcia Tiburi” em BH
Seminário
“A Filosofia e o Autoconhecimento - Diálogos com Marcia Tiburi” em BH
O Sempre um Papo, em parceria com a Casa Fiat de Cultura, realiza o seminário “A Filosofia e o Autoconhecimento - Diálogos com Marcia Tiburi”, com encontros dias 04, 18, 25 de outubro e 08 e 22 de novembro, sempre às segundas-feiras, às 20h, na sede da Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte, com entrada gratuita.
Após o término dos debates, será publicado um livro sobre os temas abordados. Inscrições gratuitas pelo email info@sempreumpapo.com.br.
O seminário traz à tona a questão do autoconhecimento, que ocupa séculos de história do pensamento e que, na atualidade, tornou-se uma mercadoria fácil do mercado do saber, mas sem perder importância filosófica. Hoje, se trata de devolver a questão à sua origem antes que o autoconhecimento transforme-se em autoengano. Mas é possível responder a pergunta pelo autoconhecimento? Não somos antes o fruto do desconhecimento que deseja saber? Quais as ressonâncias, quais as implicações na ação, na política, na ética, na vida estética, no cotidiano, em relação ao que podemos saber de nós mesmos? Essas e outras perguntas estarão em debate.
A abertura, no dia 04 de outubro, será será conduzida pelo diretor do Sempre Um Papo, Afonso Borges, quando Marcia Tiburi falará sobre o tema “Saber de si – Saber de Ninguém”. No próximo encontro, dia 18, ela conduz o debate “Sobre Eros e Conhecimentos em Si”, com a professora da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Imaculada Kangussu. Em 25 de outubro, a convidada será Carla Damião, de Goiânia, que, ao lado de Tiburi, fala sobre “A Invenção da Sinceridade”. No dia 08 de novembro, o tema será “Tornar-se o que se é”, com o filósofo mineiro Marco Heleno Barreto. Para fechar o seminário, no dia 22, o encontro vai discutir o tema “Sobre a Atualidade da Angústia”, quando Márcia Tiburi recebe o filósofo Juliano Pessanha.
O evento conta com o patrocínio da CNH (New Holland), da Casa Fiat de Cultura e do jornal Estado de Minas, e com o apoio da rádio Guarani FM e da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
A Filosofia e o Autoconhecimento, por Márcia Tiburi
O ser humano é o animal que inventou o conhecimento inventando a filosofia. Como atenção e busca pelo conhecimento a filosofia mostrou-se como um espelho no qual o ser humano vê-se a si mesmo como um abismo tornando-se objeto de suas próprias indagações. O autoconhecimento passou a ser uma das maiores questões humanas. Para muitos, ele é a grande questão do ser humano.
Mas existirá a chance de responder a pergunta pelo autoconhecimento? Não será o ser humano também o fruto do desconhecimento de si e que, no entanto, deseja saber. Quais as ressonâncias, quais as implicações na ação, na política, na ética, no mundo da democracia em relação ao que podemos saber de nós mesmos?
O que significa autoconhecer-se quando a expressão autoconhecimento virou moda e até mesmo mercadoria? Ainda há sentido em falar em interioridade, eu , indivíduo, sujeito, subjetividade, em uma sociedade em que o caráter único do indivíduo humano submete-se ao mundo das marcar e das mercadorias? Há caminho de acesso ao que sou? Por fim, a pergunta “quem sou eu?” é uma boa pergunta? Podemos entender esta pergunta a partir de diversas perspectivas dadas na história do pensamento e que dialogam com as angústias atuais.
Marcia Tiburi publicou vários livros de filosofia, entre eles “Filosofia em Comum, para Ler-junto” (Record, 2008) e os romances “Magnólia” (Bertrand Brasil, 2005) que foi finalista do Jabuti, e “A Mulher de Costas” (Bertrand Brasil, 2006) que, junto com “O Manto - Ornitomance das Berenices” compõem a Trilogia Íntima. É professora de filosofia e participa do Programa Saia Justa, do GNT. Graduada em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1990), graduação em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1996), mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1994) e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1999) com ênfase em Filosofia Contemporânea. É professora de Filosofia. Seus principais temas são ética, estética e filosofia do conhecimento.
Imaculada Kangussu é doutora em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais , com a tese "Leis da Liberdade. As relações entre Estética e Política na Filosofia de Herbert Marcuse" (defendida em 2000) e Mestre em Filosofia pela mesma instituição, com a dissertação "Imagens e História: as Passagens de Walter Benjamin" (defendida em 1996). Pos-doutorado na School of Arts and Science da New York University sobre o tema "Phantasy and Reason". Atualmente é Professora-Adjunta no Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Ouro Preto. Desenvolve pequisas na área de Estética e Filosofia da Arte, com ênfase na Teoria Crítica da Escola de Frankfurt e no pensamento contemporâneo dedicado a estas áreas. Coordena o grupo de pesquisa "Arte e Conhecimento", é vice-presidente da Associação Brasileira de Estética (ABRE) e membro do GT Estética.Carla Damião é graduada em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1986), mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1995), doutorado em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (2003), doutorado-sandwich na Universidade Livre de Berlim. Atualmente é professor adjunto da Universidade Estadual de Santa Cruz. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Estética, atuando principalmente nos seguintes temas: walter benjamin, estética, filosofia e literatura. Marco Heleno Barreto é graduado em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1986), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1994) e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2006). Atualmente é professor adjunto da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia . Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente nos seguintes campos: antropologia filosófica; filosofia da religião; filosofia medieval. Dedica-se também ao estudo dos temas: imaginação, simbolismo, psicologia analítica, C.G.Jung.Juliano Peçanha é graduado em Filosofia na Universidade de São Paulo, publicou a trilogia “Sabedoria do nunca”, “Ignorância do sempre” e “Certeza do agora” pela Ateliê Editorial.
Atualmente dirige grupos de estudo e oficinas de escrita. Recebeu o prêmio Nascente (1997).
Serviço: “A Filosofia e o Autoconhecimento – Diálogos com Marcia Tiburi” Entrada Gratuita
Dias: 04, 18, 25 de outubro e 08 e 22 de novembro - segundas-feiras
Horário: 20h
Local: Casa Fiat de Cultura - Rua Jornalista Djalma de Andrade, 1.250, Belvedere
Informações: (31) 3289-8900 – www.sempreumpapo.com.br
Informações para a imprensa Sempre Um Papo
Jozane Faleiro – (31) 3261.1501 / 9204.6367 - imprensa@sempreumpapo.com.br
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
A Fome!!! por Arnaldo Jabor
O que temos visto por ai ???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.
Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plásticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???
Chegam sozinhas e saem sozinhas...Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
E não é só sexo não!
Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida? Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo! Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalísticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltara "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos"ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como:
"Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho! "Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, famílias preconceituosas...
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí?
Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado..."Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?
Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ouin...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso,as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente:
"Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
A paz do mundo começa em mim.
Estamos com fome de amor...
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.
Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plásticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???
Chegam sozinhas e saem sozinhas...Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
E não é só sexo não!
Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida? Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo! Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalísticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltara "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos"ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como:
"Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho! "Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, famílias preconceituosas...
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí?
Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado..."Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?
Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ouin...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso,as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente:
"Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
A paz do mundo começa em mim.
Estamos com fome de amor...
(Arnaldo Jabor - Jornal O Dia)
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Censo 2010
"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos "filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta", através dos nossos exemplos..."
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Bullying
Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.
Caracterização do bullying
No uso coloquial entre falantes de língua inglesa, bullying é frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco. O cientista sueco - que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) - Dan Olweus define bullying em três termos essenciais.
1. o comportamento é agressivo e negativo;
2. o comportamento é executado repetidamente;
3. o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
O bullying divide-se em duas categorias:
1. bullying direto;
2. bullying indireto, também conhecido como agressão social
Características dos bullies
Pesquisas indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido que um deficiente em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser fatores de risco em particular. Estudos adicionais têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do bullying, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de auto-estima. Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a auto-imagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas. É freqüentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:
"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta."
O bullying não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o bullying frequentemente funciona através de abuso psicológico ou verbal.
Tipos de bullying
Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros.
Abaixo, alguns exemplos das técnicas de bullying:
• Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.
• Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
• Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os
• Espalhar rumores negativos sobre a vítima.
• Depreciar a vítima sem qualquer motivo.
• Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens.
• Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully.
• Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência.
• Isolamento social da vítima.
• Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos etc).
• Chantagem.
• Expressões ameaçadoras.
• Grafitagem depreciativa.
• Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com freqüência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").
• Fazer que a vitima passe vergonha na frente de varias pessoas
Locais de bullying
O bullying pode acontecer em qualquer contexto no qual seres humanos interajam, tais como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho.
Escolas
Em escolas, o bullying geralmente ocorre em áreas com supervisão adulta mínima ou inexistente. Ele pode acontecer em praticamente qualquer parte, dentro ou fora do prédio da escola.
Um caso extremo de bullying no pátio da escola foi o de um aluno do oitavo ano chamado Curtis Taylor, numa escola secundária em Iowa, Estados Unidos, que foi vítima de bullying contínuo por três anos, o que incluía alcunhas jocosas, ser espancado num vestiário, ter a camisa suja com leite achocolatado e os pertences vandalizados. Tudo isso acabou por o levar ao suicídio em 21 de Março de 1993. Alguns especialistas em "bullies" denominaram essa reação extrema de "bullycídio". Os que sofrem o bullying acabam desenvolvendo problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis, que podem até levar a atitudes extremas como a que ocorreu com Jeremy Wade Delle. Jeremy se matou em 8 de janeiro de 1991, aos 15 anos de idade, numa escola na cidade de Dallas, Texas, EUA, dentro da sala de aula e em frente de 30 colegas e da professora de inglês, como forma de protesto pelos atos de perseguição que sofria constantemente. Esta história inspirou uma música (Jeremy) interpretada por Eddie Vedder, vocalista da banda estadunidense Pearl Jam.
Nos anos 1990, os Estados Unidos viveram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de bullies e que somente haviam recorrido à violência depois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir. Em muitos destes casos, as vítimas dos atiradores processaram tanto as famílias dos atiradores quanto as escolas. Como resultado destas tendências, escolas em muitos países passaram a desencorajar fortemente a prática do bullying, com programas projetados para promover a cooperação entre os estudantes, bem como o treinamento de alunos como moderadores para intervir na resolução de disputas, configurando uma forma de suporte por parte dos pares.
O bullying nas escolas (ou em outras instituições superiores de ensino) pode também assumir, por exemplo, a forma de avaliações abaixo da média, não retorno das tarefas escolares, segregação de estudantes competentes por professores incompetentes ou não-atuantes, para proteger a reputação de uma instituição de ensino. Isto é feito para que seus programas e códigos internos de conduta nunca sejam questionados, e que os pais (que geralmente pagam as taxas), sejam levados a acreditar que seus filhos são incapazes de lidar com o curso. Tipicamente, estas atitudes servem para criar a política não-escrita de "se você é estúpido, não merece ter respostas; se você não é bom, nós não te queremos aqui". Frequentemente, tais instituições (geralmente em países asiáticos) operam um programa de franquia com instituições estrangeiras (quase sempre ocidentais), com uma cláusula de que os parceiros estrangeiros não opinam quanto a avaliação local ou códigos de conduta do pessoal no local contratante. Isto serve para criar uma classe de tolos educados, pessoas com títulos acadêmicos que não aprenderam a adaptar-se a situações e a criar soluções fazendo as perguntas certas e resolvendo problemas.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com 5.168 alunos de 25 escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. Entre todos os entrevistados, pelo menos 17% estão envolvidos com o problema -seja intimidando alguém, sendo intimidados ou os dois. A forma mais comum é a cibernética, a partir do envio de e-mails ofensivos e difamação em sites de relacionamento como o Orkut.
Em 2009, uma pesquisa pelo IBGE apontou as cidades de Brasília e Belo Horizonte como as capitais brasileiras com maiores índices de bullying, com 35,6% e 35,3%, respectivamente, de alunos que declararam esse tipo de violência nos últimos 30 dias.
Na Grande São Paulo, uma menina apanhou até desmaiar por colegas que a perseguiam e em Porto Alegre um jovem foi morto com arma de fogo durante um longo processo de bullying.
Condenações legais
Dado que a cobertura da mídia tem exposto o quão disseminada é a práctica do bullying, os júris estão agora mais inclinados do que nunca a simpatizar com as vítimas. Em anos recentes, muitas vítimas têm movido ações judiciais diretamente contra os agressores por "imposição intencional de sofrimento emocional", e incluindo suas escolas como acusadas, sob o princípio da responsabilidade conjunta. Vítimas norte-americanas e suas famílias têm outros recursos legais, tais como processar uma escola ou professor por falta de supervisão adequada, violação dos direitos civis, discriminação racial ou de gênero ou assédio moral.
Em maio de 2010 a Justiça obrigou os pais de um aluno do Colégio Santa Doroteia, no bairro Sion de Belo Horizonte a pagar uma indenização de R$ 8 mil a uma garota de 15 anos por conta de bullying. A estudante foi classificada como G.E. (sigla para integrantes de grupo de excluídos) por ser supostamente feia e as insinuações se tornaram frequentes com o passar do tempo, e entre elas, ficaram as alcunhas de tábua, prostituta, sem peito e sem bunda. Os pais da menina alegaram que procuraram a escola, mas não conseguiram resolver a questão. O juiz relatou que as atitudes do adolescente acusado pareciam não ter "limite" e que ele "prosseguiu em suas atitudes inconvenientes de 'intimidar'", o que deixou a vítima, segundo a psicóloga que depôs no caso, "triste, estressada e emocionalmente debilitada"[21]. O colégio de classe média alta não foi responsabilizado.
Na USP, o jornal estudantil O Parasita ofereceu um convite a uma "festa brega" aos estudantes do curso que, em troca, jogarem fezes em um gay. Um dos alunos a quem o jornal faz referência chegou a divulgar, em outra ocasião, estudantes da Farmácia chegaram a atirar uma lata de cerveja cheia em um casal de homossexuais, que também era do curso, durante o tradicional happy hour de quinta-feira na Escola de Comunicações e Artes da USP. Ele disse que não pretende tomar nenhuma providência judicial contra os colegas, embora tenha ficado revoltado com a publicação da cartilha.
Também em junho de 2010, um aluno de nona série do Colégio Neusa Rocha, no Bairro São Luiz, na região da Pampulha de Belo Horizonte foi espancado na saída de seu colégio, com a ajuda de mais seis estudantes armados com soco inglês. A vítima ficou sabendo que o grupo iria atacar outro colega por ele ser "folgado e atrevido", sendo inclusive convidada a participar da agressão.
Em entrevista ao Estado de Minas, disse: Eles me chamaram para brigar com o menino. Não aceitei e fui a contar a ele o que os outros estavam querendo fazer, como forma de alertá-lo. Quando a dupla soube que contei, um deles colocou o dedo na minha cara e me ameaçou dentro de sala, durante aula de ciências. Ele ainda ligou, escondido, pelo celular, para outro colega, que estuda pela manhã, e o chamou para ir à tarde na escola.
Durante 2010, Bárbara Evans, filha da modelo Monique Evans, estudante da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo (onde cursa o primeiro ano de Nutrição), entrou na Justiça com um processo de bullying realisado por seus colegas. No sábado à noite, o muro externo do estacionamento do campus Centro foi pichado com ofensas a ela e a sua mãe.
Em recente julgado no Rio Grande do Sul (Proc. nº 70031750094 da 6ª Câmara Cível do TJRS), a mãe do bullie foi condenada civilmente a pagar indenização no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) à vítima. Foi um legítimo caso de cyberbullying, já que o dano foi causado através da Internet, em fotolog (flog) hospedado pelo Portal Terra. No caso, o Portal não foi responsabilizado, pois retirou as informações do ar em uma semana. Não ficou claro, entretanto, se foi uma semana após ser avisado informalmente ou após ser judicialmente notificado.
Local de trabalho: O bullying em locais de trabalho (algumas vezes chamado de "Bullying Adulto") é descrito pelo Congresso Sindical do Reino Unido como:
"Um problema sério que muito frequentemente as pessoas pensam que seja apenas um problema ocasional entre indivíduos. Mas o bullying é mais do que um ataque ocasional de raiva ou briga. É uma intimidação regular e persistente que solapa a integridade e confiança da vítima do bully. E é frequentemente aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização".
Vizinhança: Entre vizinhos, o bullying normalmente toma a forma de intimidação por comportamento inconveniente, tais como barulho excessivo para perturbar o sono e os padrões de vida normais ou fazer queixa às autoridades (tais como a polícia) por incidentes menores ou forjados. O propósito desta forma de comportamento é fazer com que a vítima fique tão desconfortável que acabe por se mudar da propriedade. Nem todo comportamento inconveniente pode ser caracterizado como bullying: a falta de sensibilidade pode ser uma explicação.
Política: O bullying entre países ocorre quando um país decide impôr sua vontade a outro. Isto é feito normalmente com o uso de força militar, a ameaça de que ajuda e doações não serão entregues a um país menor ou não permitir que o país menor se associe a uma organização de comércio. cada pessoa que ser agredida, deve também cometer o mesmo ato, assim termina com o agressor.
Militar: Em 2000 o Ministério da Defesa (MOD) do Reino Unido definiu o bullying como : "…o uso de força física ou abuso de autoridade para intimidar ou vitimizar outros, ou para infligir castigos ilícitos". Todavia, é afirmado que o bullying militar ainda está protegido contra investigações abertas. O caso das Deepcut Barracks, no Reino Unido, é um exemplo do governo se recusar a conduzir um inquérito público completo quanto a uma possível prática de bullying militar. Alguns argumentam que tal comportamento deveria ser permitido por causa de um consenso acadêmico generalizado de que os soldados são diferentes dos outros postos. Dos soldados se espera que estejam preparados para arriscarem suas vidas, e alguns acreditam que o seu treinamento deveria desenvolver o espirito de corpo para aceitar isto. Em alguns países, rituais humilhantes entre os recrutas têm sido tolerados e mesmo exaltados como um "rito de passagem" que constrói o caráter e a resistência; enquanto em outros, o bullying sistemático dos postos inferiores, jovens ou recrutas mais fracos pode na verdade ser encorajado pela política militar, seja tacitamente ou abertamente (veja dedovschina). Também, as forças armadas russas geralmente fazem com que candidatos mais velhos ou mais experientes abusem - com socos e pontapés - dos soldados mais fracos e menos experientes..
Alcunhas ou apelidos (dar nomes): Normalmente, uma alcunha (apelido) é dada a alguém por um amigo, devido a uma característica única dele. Em alguns casos, a concessão é feita por uma característica que a vítima não quer que seja chamada, tal como uma orelha grande ou forma obscura em alguma parte do corpo. Em casos extremos, professores podem ajudar a popularizá-la, mas isto é geralmente percebido como inofensivo ou o golpe é sutil demais para ser reconhecido. Há uma discussão sobre se é pior que a vítima conheça ou não o nome pelo qual é chamada. Todavia, uma alcunha pode por vezes tornar-se tão embaraçosa que a vítima terá de se mudar (de escola, de residência ou de ambos).
Caracterização do bullying
No uso coloquial entre falantes de língua inglesa, bullying é frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco. O cientista sueco - que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) - Dan Olweus define bullying em três termos essenciais.
1. o comportamento é agressivo e negativo;
2. o comportamento é executado repetidamente;
3. o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
O bullying divide-se em duas categorias:
1. bullying direto;
2. bullying indireto, também conhecido como agressão social
O bullying direto é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos. A agressão social ou bullying indireto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:
• espalhar comentários;
• recusa em se socializar com a vítima
• intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima
• criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).
O bullying pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.
A legislação jurídica do estado de São Paulo define bullying como atitudes de violência física ou psicológica, que ocorrem sem motivação evidente praticadas contra pessoas com o objetivo de intimidá-las ou agredí-las, causando dor e angústia.
Os atos de bullying configuram atos ilícitos, não porque não estão autorizados pelo nosso ordenamento jurídico mas por desrespeitarem princípios constitucionais (ex: dignidade da pessoa humana) e o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. A responsabilidade pela prática de atos de bullying pode se enquadrar também no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram nesse contexto.
• espalhar comentários;
• recusa em se socializar com a vítima
• intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima
• criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).
O bullying pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.
A legislação jurídica do estado de São Paulo define bullying como atitudes de violência física ou psicológica, que ocorrem sem motivação evidente praticadas contra pessoas com o objetivo de intimidá-las ou agredí-las, causando dor e angústia.
Os atos de bullying configuram atos ilícitos, não porque não estão autorizados pelo nosso ordenamento jurídico mas por desrespeitarem princípios constitucionais (ex: dignidade da pessoa humana) e o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. A responsabilidade pela prática de atos de bullying pode se enquadrar também no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram nesse contexto.
Características dos bullies
Pesquisas indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido que um deficiente em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser fatores de risco em particular. Estudos adicionais têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do bullying, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de auto-estima. Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a auto-imagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas. É freqüentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:
"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta."
O bullying não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o bullying frequentemente funciona através de abuso psicológico ou verbal.
Tipos de bullying
Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros.
Abaixo, alguns exemplos das técnicas de bullying:
• Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.
• Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
• Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os
• Espalhar rumores negativos sobre a vítima.
• Depreciar a vítima sem qualquer motivo.
• Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens.
• Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully.
• Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência.
• Isolamento social da vítima.
• Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos etc).
• Chantagem.
• Expressões ameaçadoras.
• Grafitagem depreciativa.
• Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com freqüência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").
• Fazer que a vitima passe vergonha na frente de varias pessoas
Locais de bullying
O bullying pode acontecer em qualquer contexto no qual seres humanos interajam, tais como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho.
Escolas
Em escolas, o bullying geralmente ocorre em áreas com supervisão adulta mínima ou inexistente. Ele pode acontecer em praticamente qualquer parte, dentro ou fora do prédio da escola.
Um caso extremo de bullying no pátio da escola foi o de um aluno do oitavo ano chamado Curtis Taylor, numa escola secundária em Iowa, Estados Unidos, que foi vítima de bullying contínuo por três anos, o que incluía alcunhas jocosas, ser espancado num vestiário, ter a camisa suja com leite achocolatado e os pertences vandalizados. Tudo isso acabou por o levar ao suicídio em 21 de Março de 1993. Alguns especialistas em "bullies" denominaram essa reação extrema de "bullycídio". Os que sofrem o bullying acabam desenvolvendo problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis, que podem até levar a atitudes extremas como a que ocorreu com Jeremy Wade Delle. Jeremy se matou em 8 de janeiro de 1991, aos 15 anos de idade, numa escola na cidade de Dallas, Texas, EUA, dentro da sala de aula e em frente de 30 colegas e da professora de inglês, como forma de protesto pelos atos de perseguição que sofria constantemente. Esta história inspirou uma música (Jeremy) interpretada por Eddie Vedder, vocalista da banda estadunidense Pearl Jam.
Nos anos 1990, os Estados Unidos viveram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de bullies e que somente haviam recorrido à violência depois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir. Em muitos destes casos, as vítimas dos atiradores processaram tanto as famílias dos atiradores quanto as escolas. Como resultado destas tendências, escolas em muitos países passaram a desencorajar fortemente a prática do bullying, com programas projetados para promover a cooperação entre os estudantes, bem como o treinamento de alunos como moderadores para intervir na resolução de disputas, configurando uma forma de suporte por parte dos pares.
O bullying nas escolas (ou em outras instituições superiores de ensino) pode também assumir, por exemplo, a forma de avaliações abaixo da média, não retorno das tarefas escolares, segregação de estudantes competentes por professores incompetentes ou não-atuantes, para proteger a reputação de uma instituição de ensino. Isto é feito para que seus programas e códigos internos de conduta nunca sejam questionados, e que os pais (que geralmente pagam as taxas), sejam levados a acreditar que seus filhos são incapazes de lidar com o curso. Tipicamente, estas atitudes servem para criar a política não-escrita de "se você é estúpido, não merece ter respostas; se você não é bom, nós não te queremos aqui". Frequentemente, tais instituições (geralmente em países asiáticos) operam um programa de franquia com instituições estrangeiras (quase sempre ocidentais), com uma cláusula de que os parceiros estrangeiros não opinam quanto a avaliação local ou códigos de conduta do pessoal no local contratante. Isto serve para criar uma classe de tolos educados, pessoas com títulos acadêmicos que não aprenderam a adaptar-se a situações e a criar soluções fazendo as perguntas certas e resolvendo problemas.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com 5.168 alunos de 25 escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. Entre todos os entrevistados, pelo menos 17% estão envolvidos com o problema -seja intimidando alguém, sendo intimidados ou os dois. A forma mais comum é a cibernética, a partir do envio de e-mails ofensivos e difamação em sites de relacionamento como o Orkut.
Em 2009, uma pesquisa pelo IBGE apontou as cidades de Brasília e Belo Horizonte como as capitais brasileiras com maiores índices de bullying, com 35,6% e 35,3%, respectivamente, de alunos que declararam esse tipo de violência nos últimos 30 dias.
Na Grande São Paulo, uma menina apanhou até desmaiar por colegas que a perseguiam e em Porto Alegre um jovem foi morto com arma de fogo durante um longo processo de bullying.
Condenações legais
Dado que a cobertura da mídia tem exposto o quão disseminada é a práctica do bullying, os júris estão agora mais inclinados do que nunca a simpatizar com as vítimas. Em anos recentes, muitas vítimas têm movido ações judiciais diretamente contra os agressores por "imposição intencional de sofrimento emocional", e incluindo suas escolas como acusadas, sob o princípio da responsabilidade conjunta. Vítimas norte-americanas e suas famílias têm outros recursos legais, tais como processar uma escola ou professor por falta de supervisão adequada, violação dos direitos civis, discriminação racial ou de gênero ou assédio moral.
Em maio de 2010 a Justiça obrigou os pais de um aluno do Colégio Santa Doroteia, no bairro Sion de Belo Horizonte a pagar uma indenização de R$ 8 mil a uma garota de 15 anos por conta de bullying. A estudante foi classificada como G.E. (sigla para integrantes de grupo de excluídos) por ser supostamente feia e as insinuações se tornaram frequentes com o passar do tempo, e entre elas, ficaram as alcunhas de tábua, prostituta, sem peito e sem bunda. Os pais da menina alegaram que procuraram a escola, mas não conseguiram resolver a questão. O juiz relatou que as atitudes do adolescente acusado pareciam não ter "limite" e que ele "prosseguiu em suas atitudes inconvenientes de 'intimidar'", o que deixou a vítima, segundo a psicóloga que depôs no caso, "triste, estressada e emocionalmente debilitada"[21]. O colégio de classe média alta não foi responsabilizado.
Na USP, o jornal estudantil O Parasita ofereceu um convite a uma "festa brega" aos estudantes do curso que, em troca, jogarem fezes em um gay. Um dos alunos a quem o jornal faz referência chegou a divulgar, em outra ocasião, estudantes da Farmácia chegaram a atirar uma lata de cerveja cheia em um casal de homossexuais, que também era do curso, durante o tradicional happy hour de quinta-feira na Escola de Comunicações e Artes da USP. Ele disse que não pretende tomar nenhuma providência judicial contra os colegas, embora tenha ficado revoltado com a publicação da cartilha.
Também em junho de 2010, um aluno de nona série do Colégio Neusa Rocha, no Bairro São Luiz, na região da Pampulha de Belo Horizonte foi espancado na saída de seu colégio, com a ajuda de mais seis estudantes armados com soco inglês. A vítima ficou sabendo que o grupo iria atacar outro colega por ele ser "folgado e atrevido", sendo inclusive convidada a participar da agressão.
Em entrevista ao Estado de Minas, disse: Eles me chamaram para brigar com o menino. Não aceitei e fui a contar a ele o que os outros estavam querendo fazer, como forma de alertá-lo. Quando a dupla soube que contei, um deles colocou o dedo na minha cara e me ameaçou dentro de sala, durante aula de ciências. Ele ainda ligou, escondido, pelo celular, para outro colega, que estuda pela manhã, e o chamou para ir à tarde na escola.
Durante 2010, Bárbara Evans, filha da modelo Monique Evans, estudante da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo (onde cursa o primeiro ano de Nutrição), entrou na Justiça com um processo de bullying realisado por seus colegas. No sábado à noite, o muro externo do estacionamento do campus Centro foi pichado com ofensas a ela e a sua mãe.
Em recente julgado no Rio Grande do Sul (Proc. nº 70031750094 da 6ª Câmara Cível do TJRS), a mãe do bullie foi condenada civilmente a pagar indenização no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) à vítima. Foi um legítimo caso de cyberbullying, já que o dano foi causado através da Internet, em fotolog (flog) hospedado pelo Portal Terra. No caso, o Portal não foi responsabilizado, pois retirou as informações do ar em uma semana. Não ficou claro, entretanto, se foi uma semana após ser avisado informalmente ou após ser judicialmente notificado.
Local de trabalho: O bullying em locais de trabalho (algumas vezes chamado de "Bullying Adulto") é descrito pelo Congresso Sindical do Reino Unido como:
"Um problema sério que muito frequentemente as pessoas pensam que seja apenas um problema ocasional entre indivíduos. Mas o bullying é mais do que um ataque ocasional de raiva ou briga. É uma intimidação regular e persistente que solapa a integridade e confiança da vítima do bully. E é frequentemente aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização".
Vizinhança: Entre vizinhos, o bullying normalmente toma a forma de intimidação por comportamento inconveniente, tais como barulho excessivo para perturbar o sono e os padrões de vida normais ou fazer queixa às autoridades (tais como a polícia) por incidentes menores ou forjados. O propósito desta forma de comportamento é fazer com que a vítima fique tão desconfortável que acabe por se mudar da propriedade. Nem todo comportamento inconveniente pode ser caracterizado como bullying: a falta de sensibilidade pode ser uma explicação.
Política: O bullying entre países ocorre quando um país decide impôr sua vontade a outro. Isto é feito normalmente com o uso de força militar, a ameaça de que ajuda e doações não serão entregues a um país menor ou não permitir que o país menor se associe a uma organização de comércio. cada pessoa que ser agredida, deve também cometer o mesmo ato, assim termina com o agressor.
Militar: Em 2000 o Ministério da Defesa (MOD) do Reino Unido definiu o bullying como : "…o uso de força física ou abuso de autoridade para intimidar ou vitimizar outros, ou para infligir castigos ilícitos". Todavia, é afirmado que o bullying militar ainda está protegido contra investigações abertas. O caso das Deepcut Barracks, no Reino Unido, é um exemplo do governo se recusar a conduzir um inquérito público completo quanto a uma possível prática de bullying militar. Alguns argumentam que tal comportamento deveria ser permitido por causa de um consenso acadêmico generalizado de que os soldados são diferentes dos outros postos. Dos soldados se espera que estejam preparados para arriscarem suas vidas, e alguns acreditam que o seu treinamento deveria desenvolver o espirito de corpo para aceitar isto. Em alguns países, rituais humilhantes entre os recrutas têm sido tolerados e mesmo exaltados como um "rito de passagem" que constrói o caráter e a resistência; enquanto em outros, o bullying sistemático dos postos inferiores, jovens ou recrutas mais fracos pode na verdade ser encorajado pela política militar, seja tacitamente ou abertamente (veja dedovschina). Também, as forças armadas russas geralmente fazem com que candidatos mais velhos ou mais experientes abusem - com socos e pontapés - dos soldados mais fracos e menos experientes..
Alcunhas ou apelidos (dar nomes): Normalmente, uma alcunha (apelido) é dada a alguém por um amigo, devido a uma característica única dele. Em alguns casos, a concessão é feita por uma característica que a vítima não quer que seja chamada, tal como uma orelha grande ou forma obscura em alguma parte do corpo. Em casos extremos, professores podem ajudar a popularizá-la, mas isto é geralmente percebido como inofensivo ou o golpe é sutil demais para ser reconhecido. Há uma discussão sobre se é pior que a vítima conheça ou não o nome pelo qual é chamada. Todavia, uma alcunha pode por vezes tornar-se tão embaraçosa que a vítima terá de se mudar (de escola, de residência ou de ambos).
Assinar:
Postagens (Atom)











